41º Exame da OAB — Questão 43

Márcio, adolescente com 16 anos, foi apreendido em flagrante na prática de ato infracional análogo ao roubo qualificado por emprego de arma de fogo. Foi, de plano, colocado em internação provisória, durante o curso do processo. Depois de todo o trâmite processual, que foi absolutamente regular e escorreito, a autoridade judiciária reconheceu na sentença que não havia prova da existência do ato infracional imputado originalmente, o que ocasionou a absolvição de Márcio, sendo certo que a decisão foi omissa em relação à soltura do adolescente. Entretanto, o fato de a sentença estar baseada na inexistência de provas e no reconhecimento da sua própria falibilidade, fundamento basilar da própria existência da recorribilidade das decisões judiciais, postergou para o trânsito em julgado a liberação do adolescente. Acerca da situação narrada, assinale a afirmativa correta.

  1. A A sentença mostra plena correção, adequada ao ordenamento jurídico processual e às disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente.
  2. B A manutenção da internação até o trânsito em julgado é medida irregular, devendo Márcio ser posto em liberdade, imediatamente, quando da prolação da sentença.
  3. C A colocação do adolescente internado em liberdade deve ser imediata apenas no caso de a sentença reconhecer a inexistência do fato análogo ao crime, não havendo falha na decisão de manter sua internação.
  4. D A colocação do adolescente internado em liberdade deve ser imediata somente na hipótese de a sentença reconhecer que o adolescente não praticou ou concorreu para a prática do fato análogo ao crime, estando correta a decisão.

Gabarito oficial

Alternativa B

A manutenção da internação até o trânsito em julgado é medida irregular, devendo Márcio ser posto em liberdade, imediatamente, quando da prolação da sentença.

Explicação

De acordo com o art. 189, II, e parágrafo único, do ECA, reconhecido na sentença que não há prova da existência do fato, não se aplica medida socioeducativa e, se o adolescente estiver internado, deve ser imediatamente colocado em liberdade; por isso, absolvido por falta de provas, cessa o fundamento da internação, sendo a soltura medida imediata e não condicionada ao trânsito em julgado (alternativa [B]), inclusive porque os recursos no ECA, em regra, não têm efeito suspensivo. Por isso [A] está incorreta ao validar a manutenção da internação; [C] e [D] erram ao restringir a soltura imediata apenas às hipóteses de inexistência do fato ou de negativa de autoria, quando a absolvição por insuficiência de provas igualmente impõe a liberação imediata.

Explicação gerada por IA e revisada com referências legais. Confira sempre as fontes oficiais.

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Questão 43 de 80 do 41º Exame da OAB