2025 Processo Civil Difícil

43º Exame da OAB — Questão 54

João e Marina celebraram contrato de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à arbitragem. Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenização pelos prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação. Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes. Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.

  1. A Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral.
  2. B As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que representa renúncia à jurisdição arbitral.
  3. C João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes.
  4. D João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso.

Gabarito oficial

Alternativa B

As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que representa renúncia à jurisdição arbitral.

Explicação

Nos termos dos arts. 337, X, e 337, § 5º, c/c art. 485, VII, do CPC/2015, a convenção de arbitragem (cláusula compromissória) não pode ser conhecida de ofício pelo juiz e deve ser alegada pelo réu como preliminar de contestação; a ausência dessa alegação implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral (alternativa B). A [A] está incorreta porque, havendo renúncia, não há submissão exclusiva ao tribunal arbitral. A [C] está incorreta porque o momento próprio é a contestação, e não a fase de especificação de provas. A [D] está incorreta porque é vedado ao magistrado conhecer de ofício a cláusula compromissória (art. 337, § 5º).

Explicação gerada por IA e revisada com referências legais. Confira sempre as fontes oficiais.

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Questão 51 de 74 do 43º Exame da OAB